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Letícia MarquesCirurgiã-dentista · HOF Agendar

Preenchimento fica natural? O que define o resultado

Análise facial com marcações a lápis antes do preenchimento
Resposta rápida

Sim, o preenchimento com ácido hialurônico fica natural quando três coisas acontecem: o volume é pequeno, a região certa é escolhida a partir da análise do rosto inteiro e o produto tem a consistência adequada para aquela área. O que deixa artificial não é o preenchimento, é o excesso. Um resultado natural muda a harmonia do rosto sem que as pessoas consigam dizer o que foi feito.

Por que alguns preenchimentos ficam artificiais

Todo mundo já viu um rosto que parece 'feito'. Em geral, o problema é um destes: volume demais em uma região só, especialmente nos lábios e nas maçãs do rosto; produto muito firme em áreas de movimento; ou tratamento de um ponto isolado sem olhar o conjunto. O ácido hialurônico não tem culpa. A decisão de onde, quanto e com o quê é que define o resultado.

A análise vem antes da seringa

Antes de decidir qualquer região, eu estudo as proporções do rosto: os três terços, o perfil, a relação entre nariz, lábios e queixo, a simetria. Com frequência, quem chega pedindo lábios precisa, na verdade, de mento; quem pede malar precisa de sustentação, não de volume. Tratar a causa em vez do sintoma é o que faz o resultado parecer natural.

Nas fotos deste site, as marcações a lápis são justamente esse mapa. Elas mostram onde o produto vai e, mais importante, onde ele não vai.

Cada região pede uma técnica

  • Olheiras: volumes de 0,3 a 0,5 ml por lado, com cânula e produto fluido. Exagero aqui deixa o olhar pesado.
  • Malar: produto de sustentação em pontos profundos, sobre o osso. Dá estrutura sem 'bochecha de maçã'.
  • Mandíbula: produto firme ao longo da linha e do ângulo, respeitando a diferença entre rosto feminino e masculino.
  • Mento: projeção e alinhamento com o perfil. Costuma ser o ajuste mais discreto e mais transformador.

Menos volume, mais etapas

Eu prefiro construir o resultado em duas ou três etapas a exagerar em uma. O inchaço dos primeiros dias engana: o que parece pouco na sessão fica no ponto certo quando ele passa. Reavaliar em 15 dias e complementar, se for preciso, protege a naturalidade.

Quando o preenchimento não é o caminho

Flacidez importante não se resolve com volume, e sim com estimulador de colágeno ou, em casos avançados, com cirurgia. Quem quer mudança drástica de estrutura óssea também não é candidata ao preenchimento. A avaliação serve também para dizer não, e isso faz parte do cuidado.

Se não gostar, dá para desfazer?

Sim. O ácido hialurônico pode ser dissolvido com hialuronidase, uma enzima aplicada no consultório. Isso dá segurança para quem tem medo do resultado, mas o objetivo é acertar na primeira: por isso a análise, o volume pequeno e o retorno.

Perguntas frequentes

Preenchimento muda o formato do rosto?

Muda a harmonia, não a identidade. Em volumes pequenos, ele devolve contorno e sustentação sem transformar os traços.

As pessoas vão perceber?

Elas percebem que você está bem, descansada, mas não conseguem dizer o que foi feito. Esse é o objetivo.

Lábios ficam naturais?

Quando o trabalho é de contorno e proporção, e não de volume. Lábios exagerados são o exemplo mais comum de resultado artificial.

Quer saber se faz sentido para o seu rosto?

Na avaliação eu analiso as suas proporções e explico o que esperar. O agendamento é pelo WhatsApp.

O primeiro passo

A avaliação decide. A conversa começa aqui.

Me conte o que te incomoda. Na avaliação eu analiso o seu rosto inteiro e a gente decide junto o que vale tratar, e o que vale deixar como está.

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Dra. Letícia Marques atendendo, refletida no espelho do consultório sob a frase Há sempre um motivo pra sorrir